segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Kinilza, a filha de mamãe Tété

Como pode aquela mulher ter tanto carinho.
Para o filho, que no Brasil estuda,
Para a sua menina, que escolheu terras de Portugal.
Para a Kinilza, a sua criação, o seu apoio, o seu terceiro filho.
Todas as mães se sacrificam.
Mas a mãe que eu falo, todos os dias luta. Conta as dobras, transforma-as em euros. Já dá para os meus filhinhos.
E para ela pouco sobra.
E as pessoas que por ali comem no seu restaurante, e são pessoas importantes na terra, não sonham o seu sofrimento.
Nem sonham o amor que transborda daquela mulher.
Todos os dias pensa que chegou o dia. O dia em que os seus filhos tornam ao seu regaço.

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