quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Retrato de um primeiro amor

Passaram algumas dezenas de anos.
E, contudo, uma noite destas dei comigo a pensar em ti.
Quanta esperança transbordava dos teus olhos, quantos sonhos inundavam o teu sorriso, quanta vida havia em ti.
Mas a tua vida não foi cortejada pela sorte.
Começou provavelmente pela tua tenra infância (como é possível eu não saber nada dela?), depois pelo Lar (onde terias feito os possíveis por substituir a tua mãe, os teus irmãos). Finalmente conheceste-me. E aí tudo mudou, outra vez. Novamente para pior.
Encontrei-te anos depois e não eras feliz.
E hoje? Como estarás tu?
Eu sinto-me triste por ter aparecido na tua vida. Porque entre tantas palavras bonitas, não soube amar-te.
E quando pediste ajuda que fiz eu? Deixei-te naufragar.

Sem comentários:

Enviar um comentário