segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O «Banana»

Faziam-lhe judiarias e ele sorria, sem levar nada a mal. Daí a que seu primo António lhe chamasse «banana» foi um salto.
Os anos passaram e sempre o conheci assim. Sem a coragem necessária para se revoltar, para dizer «não».
Sorria sempre, mesmo quando tudo parecia estar contra ele.
Até que, um dia, um ataque de coração terminou com a sua vida. E, quando deram com o seu corpo, encontraram-no sossegado, sorridente.

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